Imagine – apenas ponha essa sua cabeça vazia pra funcionar, poxa – que a tecnologia de hoje estivesse disponível desde o final do século XIX, porém com os recursos daquela época. Nada de lentes de policarbonato, polímeros e metais compostos, tudo feito na base do bom e velho vidro e cobre, latão, bronze e ferro. No lugar de borracha, couro. Microchips? Puá. Válvulas de germânio e tungstênio fariam os computadores calcularem quantas voltas a gravata precisa correr em volta dela mesma para ajeitar o nó meio Windsor. Principal combustível? Carvão, para atiçar as caldeiras de vapor dos carros e aviões.
A rigor os aspectos do universo Steampunk foram gestados pelos clássicos romances de ficção científica H. G. Wells, Julio Verne etc., segundo a Wikipedia, embora eu identifique alguns pitacos de Aldous Huxley e George Orwell, no meio. Bem, não importa: esses senhores, ao prever boa parte da tecnologia e comportamento do mundo atual, ainda que adaptando o possível para suas respectivas épocas. O Nautillus de Julio Verne e a banalização grotesca da privacidade antevista por Orwell são bons exemplos. Daí para diante, em meados dos anos 80 esse universo surreal e charmosíssimo só se fez crescer, sempre buscando referências na era Vitoriana e a Revolução Industrial do período.
Alguns nerds espinhentos contos underground e toneladas de RPG trataram de brotar este gênero da ficção científica, que hoje, graças aos reais avanços da tecnologia, polímeros, transistors, etc., ocupa-se de retratar como seria este mundo. de As Aventuras da Liga Extraordinária, por Alan Moore e Kevin O’Neil aos
filmes do Hellboy, podemos quase snetir o cheiro do carvão fumegante.
Além disso, o mundo hoje está repleto de nerds espinhentos artesões e cosplayers que desperdiçam seu precioso tempo para criar roupas e acessórios e distorcer adequar nosso agonizante mundo aos ideais estéticos do início do século passado. Gadgets ultramodernos – e outros nem tanto – despem-se do plástico preto piano e envergam estilosos adereços de bronze, latão, madeira e madrepérola. Meu sonho é ter uma casa repleta desses equipamentos.
E a influência midiática do Steampunk está forte como nunca. Mangás e animes dos mais diversos usaram à exaustão os excessos do Steampunk como os adoráveis D.Gray-man e Fullmetal Alchemist e os filmes Steamboy (clássico) e The Sky Crawlers (este último legendado recentemente pelo MDAN é FENOMENAL).
Fiquem com mais steampunk para alegrar o dia, coletânea do Flickr. Cliquem ans imagens e não deixem de conferir outras fotos dos excelentes artistas.







