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Duas Iniciativas do Centro do Universo…

2 abr

… que dão saudades da Terrinha.

 

http://www.portoalegre.cc

http://www.poabus.com.br

LIMBO

21 mar

Provavelmente este é o jogo mais aterrorizante que já passou pelo Politburo do Sátrapa. O Ministro da Fazenda teve que recorrer aos seus sais, e as irmãs deste escriba gritavam como… bem… como menininhas.

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Se Hitchcock pensasse em fazer um jogo, certamente sairia algo assim.

O Xbox 360, assim como o arquirrival da Sony, é uma poderosa máquina calculadora de ângulos e texturas, o que permite a produção de peças de arte visual e sonora épicas e grandiloquentes, e vende horrores porque o usuário quer e paga o preço disso sem pestanejar – afinal, se fosse pra ficar com coisa porca, o Wii e o Zeebo estão aí.

Porém, deixem-me dizer uma verdade: o mérito desses Call of Duties da vida vão pro LIXO diante de LIMBO.

Limbo, é, antes de tudo, uma aula de como fazer um bom suspense, seja qual for a mídia.

Limbo tem uma qualidade visual arrasadora, mas os seus gráficos são simples demais – ingênuos, até – para as plateias acostumadas a explosões, cores e HDMIs. O preto e branco, o granulado onipresente, a singela falta de expressão do protagonista – o que enxergamos é apenas o brilho melancólico de seus olhos – afirma sutilmente, desde que o jogo começa, que você está num ambiente hostil. MUITO hostil.

limbo E, se você for tanso o suficiente para duvidar disso… kaputt.

O jogo de sombras que o minimalismo gráfico proporciona é acompanhado dos sons: nada de fanfarras tonitruantes, esqueça isso: o silêncio aveludado gela a espinha, e qualquer som ambiente, fora uma sutil música colocada em momentos muito bem escolhidos, faz o jogador – e os pobres acompanhantes – grudarem no sofá.

O pobre menininho acorda, e sabemos que é um garoto pela sua sombra – os sapatinhos, a bermuda e a cabeça grande com cabelo curto – aparentemente com a mesma ignorância que nós. Como o IGN disse,

You control a young boy who wakes up in a forest with no indication of who you are, how you got there, or where you’re going. You set out to explore this bizarre environment but soon find it to be a dangerous place, at which point your motivation becomes clear: you need to get the hell out of there. No cut scenes or loading screens will interrupt the action, making it easy to be swept away in Limbo’s disturbing world. From beginning to end, the game never stops surprising, delighting, and horrifying the player.

A situação toda lembra o Limbo descrito em O Inferno de Dante A Divina Comédia, para quem tem um mínimo de cultura – mas sem Virgílio. E ninguém pergunta “beleza, mas qual é o objetivo dessa tranqueira?” porque seu cérebro estará ocupado demais tentado cuidar do pânico crescente.

A jogabilidade é simples, mas as limitações são coerentes e meio óbvias. O que vemos ali é uma criança corajosa, mas ainda uma criança, com sua evidente limitação física: o garoto não pula alto, os passos carecem um pouquinho de coordenação, e a cabeça parece ser grande demais para o pequeno corpinho – ela aderna para a frente e para trás. Simpatia quase instantânea, podemos ouvir os “aaaaws” pela sala.

Aí aparece isso:

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O menor dos problemas.

Este Sátrapa prefere e recomenda jogos bem pensados e que usam a fabulosa tecnologia atual a favor de explodir nossas mentes com inteligência, não com pirotecnia despropositada. Felizmente, Limbo pertence ao primeiro grupo.

Mas não joguem isto na frente de criancinhas psicologicamente indefesas de 8 ou 30 anos, por favor. Estejam avisados.

Drops das Brumas de Brasiliavalon

1 mar

 

>The Oatmeal. Tinha que ser. Veja lá a tira completa. #rindolitros

> Não há muito o que falar do que aconteceu nestes dias: como só lua faz os movimentos de revolução eternamente, larguei as iscas e os peixes morderam como traíras, na acepção literal do termo. Ocorreu o esperado. Era o que eu queria? Não. Mas era o esperado: desce-se do muro para o lado mais confortável. Kaput beibe, la nave va.

> Foi uma decisão acertada  ter escolhido o Xbox em detrimento do Playstation. Instado por alguns colegas a preferir a confiabilidade do hardware e a oferta de jogos mais adultos para o console da Sony, o critério de corte foi bem mais simples: 1) tenho ojeriza ao controle do Playstation: eles são pequenos desastres de ergonomia. Como eu não quero desenvolver artrose daqui a cinco anos, passo. E 2)  a Sony despreza o mercado brasileiro de modo bárbaro e aviltante; eles preferem ser marca de nicho e oferecer seus produtos a preços nababescos a ter algum sucesso de fato por aqui.Nesse sentido, a Microsoft é bem mais atenciosa.

A última encarnação do Xbox, com Kinect, traz a alegria em casa: há empolgação contagiante da irmã menor, que pula, saracoteia e exige que eu jogue junto. Academia pra quê? Mas valeu a pena.

> Apesar de ser um fã de carteirinha (e adesivos mis) do Android, confesso ter uma quedinha pelo Windows Phone 7, especialmente a alardeada integração com o Xbox. Graças às minhas atuais restrições  orçamentárias (já que a Microsoft também não vende o seu console a preço humano) e a indisponibilidade de aparelhos com a janelinha no mercado brasileiro, o Milestone terá  uma vida útil beeeem longa. E o Android tem apps interessantes que buscam dados da Xbox Live: dá pra pôr o seu avatar como widget na tela inicial e acompanhar seus troféus e conquistas.

> Eu vi essa imagem e como sou inveterado jogador de Resident Evil (e morro de medo de Silent Hill também) desde a primeira versão… :-D

> Estou com vontade de deixar meus dois centavos sobre o processo de escrital. É coisa interessante mas  que possivelmente deve levar algum tempo, talvez até o fim da semana esteja pronto.

> Stay tunned, we’re still in the game. ;-)

Instalar Ubuntu (ou Kubuntu) 10.10 no netbook Lenovo Ideapad S10-3

19 dez

Resumindo a ópera e algumas noites mal dormidas:

não tem Cristo que faça instalar o Ubuntu 10.10 no netbook Lenovo Ideapad S10-3.

Ao menos não para seres humanos que não pensam – e sequer fazem questão de pensar – em linhas de código.

Mas antes de você picotar o cartão de crédito e arrancar os cabelos gritando “POR QUE, MEU DEUS, POR QUÊEEEEEEE?!”, deixe-me dizer que ainda há esperança. Sim, pequeno e ingênuo gafanhoto: nem tudo está perdido e seu caro netbook pode se ver livre da gangue de Seattle.

Mas como, Tio Sam?

Simples. Baixe uma imagem qualquer do (K)Ubuntu 10.04 (Ubuntu Netbook Remix ou qq uma do Kubuntu), instale e depois faça a atualização para a 10.10.

Se você pegou a versão LTS de qq um deles, é preciso fazer umas traquitanas a mais. Coisa bem simples.

 

Eu instalei as duas distros no notebook e netbook: em ambos gostei muito mais do Kubuntu em termos de beleza e usabilidade. Em desempenho, o original da Canonical é bem melhor na versão para desktop. EM netbooks o desempenho não difere.

————————–

UPDATE (19/01/2011): O Kubuntu passou a sofrer de alguns problemas meio estranhos ao ligar e em certas ocasiões (normalmente quando o net era mais necessário) ele simplesmente não logava. Joguei ele fora e voltei ao Ubuntu.

Há uma diferença notável, sim, no quesito desempenho: o Ubuntu loga muito mais rápido e é beeem mais estável que o Kubuntu.

E parece rodar o Wine com mais estabilidade, também.

E o Netbook Ideapad, é bom? Excelente. O teclado é simplesmente O MELHOR, quase tão bom quanto os Thinkpad topos de linha. O touchpad, no entanto, é um lixo sem-vergonha: uma porcaria: compre um minimouse junto com o net, você irá precisar.

Coisas que eu gosto: Steampunk

28 abr

Imagine – apenas ponha essa sua cabeça vazia pra funcionar, poxa – que a tecnologia de hoje estivesse disponível desde o final do século XIX, porém com os recursos daquela época. Nada de lentes de policarbonato, polímeros e metais compostos, tudo feito na base do bom e velho vidro e cobre, latão, bronze e ferro. No lugar de borracha,  couro. Microchips? Puá. Válvulas de germânio e tungstênio fariam os computadores calcularem quantas voltas a gravata precisa correr em volta dela mesma para ajeitar o nó meio Windsor. Principal combustível? Carvão, para atiçar as caldeiras de vapor dos carros e aviões.

Steampunk Bad Air Transmutator

Respire-se com uma fumaça dessas

A rigor os aspectos do universo Steampunk foram gestados pelos clássicos romances de ficção científica H. G. Wells, Julio Verne etc., segundo a Wikipedia, embora eu identifique alguns pitacos de Aldous Huxley e George Orwell, no meio. Bem, não importa: esses senhores, ao prever boa parte da tecnologia e comportamento do mundo atual, ainda que adaptando o possível para suas respectivas épocas. O Nautillus de Julio Verne e a banalização grotesca da privacidade antevista por Orwell são bons exemplos. Daí para diante, em meados dos anos 80 esse universo surreal e charmosíssimo só se fez crescer, sempre buscando referências na era Vitoriana e a Revolução Industrial do período.

Alguns nerds espinhentos contos underground e toneladas de RPG trataram de brotar este gênero da ficção científica, que hoje, graças aos reais avanços da tecnologia, polímeros, transistors, etc., ocupa-se de retratar como seria este mundo. de As Aventuras da Liga Extraordinária, por Alan Moore e Kevin O’Neil aos

Windows 1898

Windows 1898

filmes do Hellboy, podemos quase snetir o cheiro do carvão fumegante.

Além disso, o mundo hoje está repleto de nerds espinhentos artesões e cosplayers que desperdiçam seu precioso tempo para criar roupas e acessórios e distorcer adequar nosso agonizante mundo aos ideais estéticos do início do século passado. Gadgets ultramodernos – e outros nem tanto – despem-se do plástico preto piano e envergam estilosos adereços de bronze, latão, madeira e madrepérola. Meu sonho é ter uma casa repleta desses equipamentos.

E a influência midiática do Steampunk está forte como nunca. Mangás e animes dos mais diversos usaram à exaustão os excessos do Steampunk como os adoráveis D.Gray-man e Fullmetal Alchemist e os filmes Steamboy (clássico) e The Sky Crawlers (este último legendado recentemente pelo MDAN é FENOMENAL).

Fiquem com mais steampunk para alegrar o dia, coletânea do Flickr. Cliquem ans imagens e não deixem de conferir outras fotos dos excelentes artistas.

Teclado Steampunk

Teclado Steampunk

Lord Featherstone

Lord Featherstone

Pendrive

Pendrive

Iphone? Blergh

10 nov

125_1055-samsung-omnia

Mas o Samsung Omnia clama por crédito no banco… :(

Elis Monteiro faz um excelente hands-on do bichinho. Aqui, rios de saliva escorrem pelo teclado.

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