Sátrapa

Minha Vó Tá Maluca

Publicado em Uncategorized por Samuel em 19/12/2011

Eis que Esquenta de domingo passado trouxe essa obra-prima, essa Pietà do sempre efervescente – e escrachado – cenário musical carioca.

(vou deixar aos nobres convivas a missão de buscar essa pérola nos yutubes)

Quer letra? Então TOMA?

Minha vó ta maluca (x2)
Tanta coisa pra compra ela compra uma peruca

Minha vó ta maluca
Minha vó ta

Deu 120 na peruca (na peruca )

Minha casa no tijolo
Minha geladeira pura

Minha vó ta maluca (x2)

Tá rodando de twistter
Com playboy da juruxuba

Minha vó ta maluca (x2)

Bancando pra caralho
Fumando maconha na rua

Minha vó ta maluca (x2)

Bancando pra caralho
Fumando maconha na rua

Minha vó ta maluca (x2)
Minha vó ta maluca (x2)

Tanta coisa pra compra ela compra uma peruca

Minha vó ta maluca (x2)

Minha vó ta

Deu 120 na peruca (na peruca )

Minha casa no tijolo
Minha geladeira pura

Minha vó ta maluca (x2)

Tá rodando de twistter
Com playboy da juruxuba

Minha vó ta maluca (x2)

Bancando pra caralho
Fumando maconha na rua

Minha vó ta maluca (x2)

Bancando pra caralho
Fumando maconha na rua

Minha vó ta maluca (x2)

Não me julguem, eu pago minhas contas.

Adorável Presente

Publicado em Uncategorized por Samuel em 26/10/2011

Ganhei da Fal, veja só.

Drops: Sam in Rio

Publicado em Drops por Samuel em 21/10/2011

Uma semana nesta que é uma das três cidades que mais amo no mundo serviu para renovar as energias, considerando que ferver não era bem o objetivo. E acabou não sendo, porque a chuva outra vez foi inconveniente acompanhante.

Visitei familiares cujos laços foram perdidos há décadas, e reconstruí vínculos que, espero, manterei ao longo da vida. Família, meus caros, tem história – história que explica como e por que a gente é e, acima de tudo, como devemos ser. Se somos grandes – e sejamos grandes, por Deus – parte disto é porque somos apoiados por gente muito maior. De outro modo, é porque não demos o devido valor àqueles mantenedores – ou, como diz Madame, eles devem mesmo ser belos de uns hijos de puta.

Mas família não se resume apenas a laços de sangue; Madame, como hospedeira, amiga e confidente há dez anos, é mãe amada e adotiva, mãe forte e desbragada que conhece o filho que tem – tal e qual minha mãe biológica, mas as duas não poderiam ser mais diferentes. Mãe, irmão, biológico ou não, a gente considera aquele que não põe os próprios interesses em assuntos que não lhe dizem respeito – esses são parasitas, vermes, gente que não merece atenção e respeito. Mães amam, e amamo-las, sem qualquer condicional. Irmãos são amados e tratados com sinceridade, sem o subterfúgio ridículo das indiretas discretas – não é necessário. Confiança, meus amigos: bem valioso que deve ser estendido a poucos.

Ora, quanta pretensão. Pois é. La nave va.

Além disto, Madame e Leo são pessoas Oceânicas como todo carioca que se preze – gente que tem seus problemas, humanos que são, mas levam a vida com graça e orgulho, exibindo a profundidade acolhedora do Oceano nos olhos, eterna aliada da vida. E pessoas Oceânicas são fascinantes para este Sátrapa, sem a menor sombra de dúvida. :-) São amistosas, hospitaleiras e corneteiras, gente de astral elevado e amistosas sem enxergar a quem, completamente diferentes da sisudez desconfiada incutida desde sempre nos gaudérios, embora ambos sejam muito próximos nos conceitos de honradez e amizade. Raro o carioca que não goste de Porto Alegre, e impossível de encontrar o gaúcho que não deite amores pelo Rio de Janeiro.

Infelizmente, alguns deixam esse Oceano que possuem dentro de si assorear no lodo pestilento da própria pequenez – eles existem, longe, perto, e com muita tristeza conseguimos identificá-los por aí. Pobres coitados, apagados e enclausurados por escolha própria dentro de um grande castelo de nada.

Mundo pequeno: amigo radialista de Madame possui casa em Porto Alegre no mesmo bairro onde passei a infância. Identificação imediata? Ora se não.

Gente bonita no Rio de Janeiro a gente espanta com vassoura, seja no Leblon ou Ricardo de Almeida – onde, aliás, pisei num esplêndido Terreiro de Umbanda bem a tempo da celebração das Crianças e dos Beijadas. Eparrei, Iansã. Salve, Ogum, Guardião do Universo e Príncipe da Paz.

Andei. Vi. Conversei. Ouvi. As histórias do Tio Julio, as lembranças de prima Márcia, os desvarios consumistas de Madame, as poesias cadenciadas de Leo, as músicas de Noel rosa, a algaravia evangélica de Maria, a doce irreverência das Filhas de Santo, a voz portentosa e corneteira do Celão, a elegância atemporal de Tia Taís e a marra dos Lima encrustada no Antonio Augusto. Despedi da linda cidade pela janelinha do avião. Grande Dama que hospeda tantas pessoas magníficas, seu farewell de luzes e cores confortou o coração dos viajantes enquanto o Boeing circundava lentamente a cidade mais bonita do mundo, de volta ao meu adorável Planalto, aos meus amigos e à minha família tão querida.

Drops: RO-QUE

Publicado em Drops, Música, O Show da Vida, Tribuna do Sátrapa por Samuel em 03/10/2011

Rock in Rio: não vi um único show que seja pela televisão. Antes que o virtuoso leitor se esmoreça nas suas justas imprecações, cabe dizer que eu não assisto multicheque – bem, raramente assisto televisão em geral que não seja canal de filme. O resto a internet me encarrega de informar, e vez ou outra o Jornal Nacional.

Então. Roquenrrio, maior festival da Amérreca Latrina, que eu não vi porque precisei viver para trabalhar, conhecer a Chapada dos Veadeiros, rir com os amigos e postar fotos lindas no Tumblr. Mas soube aqui e ali dos bafos inevitáveis.

“Rock, bebê”, porque bons drink é tão 2011 e nós já estamos quase quase ali no fim.

Teve Claudia Leitte fazendo vexame voando pelo palco; se revoltou no blog, chamou a rapeize de nazista (mestre Idelber Avelar ensina: chamou Hitler é porque perdeu a discussão, sem mais, mórreu) e foi devidamente trucidada pela Katylene.

Eu bem que poderia dizer que a tal canta mal etc. – mas não. Ela não é necessariamente odiada porque canta Axé (essa parcela de quem a odeia pelo que ela canta é normalmente composta de chauvinistas que acham música povão RUIM mas aplaudem de pé tosquices como N’Sync e Black Eyed Peas, relevemos). Não. Ela é odiada porque tenta transformar a simplicidade majestática do Axé, aquela nobreza africana inerente à puxada dos atabaques, nessa algaravia pirotécnica e pretensiosa. Tem gente que gosta, um bocado de gente. Mas ainda há esse bom povo temente a deus que possui olhos e ouvidos em bom estado. Aquele negócio de sair voando do palco, pra quê? Qual o contexto?

E aí teve Ivete, que é igual Claudia Leitte, só que ao contrário. Ivetão tem tanto carisma que põe até skinhead deathmetaleiro pra sair do chão e cantar Poeira juntinho. Pouca gente pode gostar de Axé, eu confesso ter lá minhas reservas, mas aquele não seria o maior evento da América Legal se não tivesse Ivete. Não seria.

E aí entramos no sputare sentenze fenomenal de William Bonner – gente, o evento é Evento é E-VEN-TO, cujo nome é rock in rio. A pessoa vai lá, vê as opções, escolhe o que quer ver e beleza. Não quis ver Rihanna, ok, mas tem Elton John no dia. Tem Steve Wonder, tem Red Hot, teve Sepultura e Skank. Até Milton Nascimento. Como lidaríamos com evento EXCLUSIVO de rock em pleno Rio de Janeiro na nação com a maior variedade cultural da face da Terra? Seria a coisa mais monótono desde a feira internacional de orquídeas de Rebimboca da Parafuseta, sejamos razoávies.

Ainda teve Shakira. Maná. Ke$ha (Ke~cifrão~rá). A variedade foi tão fenomenal que, mesmo eu não tendo visto um minuto de vídeo dos shows, me fez considerar seriamente a ideia de ver como será o próximo, em 2013.

Chapada dos Veadeiros, eu fui. Estradas que deveriam ser liberadas apenas para jipes, areal perigoso, eu, A., P. e sua irmã fomos com Sapão, na cara e na coragem. Fantástico. Esplêndido. Magnífico. Natureza. Bruxaria. Uma beleza.

Tem coisa mais engraçada que chinês reclamando de protecionismo econômico? Logo eles, que mantém a moeda artificlamente desvalorizada para deixar os produtos baratos a ponto de caracterizar dumping? Ora, faça-me um favor.

Outra semana auspiciosa se anuncia, e os fantasmas vão direto para a caixa de spam. Uma beleza, desculpem meu bom humor em plena segunda-feira.

 

3 Anos

Publicado em Drops, O Show da Vida, Tribuna do Sátrapa por Samuel em 27/09/2011

Segue atrasado, mas o que vale é a vontade.

Em 21 de setembro de 2008, era publicado o primeiro e até hoje mais acessado post deste Sátrapa.

Feliz aniversário, Sátrapa meu. Vamos que vamos. :-D

[Review] No. 6

Publicado em Anime, Review por Samuel em 27/09/2011


Este foi o único anime da estação que acompanhei com certa regularidade, mas ele realmente não estava entre as prioridades. Entre alguns shonen com certa qualidade, como Ao no Exorcist e Nura no Mago, eu estava mais preocupado em terminar GOSICK e algumas questões pendentes com a família Lannister, mas a gurizada do Tumblr me indicou com fervor.

noitaminA, Sua Linda

No. 6 levou nas costas a difícil missão de segurar a programação noitaminA, um bloco de animação (bem) noturno da TV Fuji no Japão, que desde a estreia do excelente Tokyo Magnitude 8.0, traz as melhores animações exibidas pela TV de lá. Ao contrário do marasmo que tomou conta das animações diurnas – causado em parte, é verdade, pela longa crise que aquele país enfrenta há quase duas décadas – os animes exibidos no noitaminA surpreendem com roteiros esmeradíssimos e traços empolgantes e abordam assuntos delicados com muita sensibilidade. Foi o caso de Hourou Musuko, um anime que abordava a transexualidade com uma sutileza jamais vista – Tokyo Magnitude 8.0, mesmo, foi das animações de maior audiência na época, apesar do horário ingrato de exibição.

Esperava-se de No. 6, portanto, algum assunto cabuloso como os enigmas esotéricos de Occult Academy ou uma ficção psicodélica tal qual Fractale. Bem, o anime poderia ter seguido qualquer um desses caminhos, mas a equipe preferiu outro caminho: adaptou a novel de Atsuko Asano na forma de uma fábula deliciosa sobre amor e amizade dentro de um delicado contexto ditatorial, um esforço admirável para apenas 11 apertados capítulos.


A Cidade que Tudo Vê

Logo no primeiro episódio tomamos contato com a cidade No. 6, uma das seis cidadelas criadas com o intuito de preservar o melhor que a tecnologia e conhecimento humano criou e disseminou pelo mundo antes que a guerra viesse e acabasse com tudo. Dentro das cidades em geral, e em No. 6 em particular, vive-se a utopia do bem-estar social justo e meritocrático: se o cidadão apresenta altas habilidades na infância, ele e a família logo são alocados nas melhores habitações da cidade e recebe o top de linha em educação e todo o resto.

É o caso de Shion; com um QI bem alto, ele esforça-se para futuramente ser um ecologista (profissão deveras importante num mundo em agonia, vamos combinar). Ele e sua amiga Safu desfrutam a aurora de seus doze anos estudando na melhor escola, morando nos melhores bairros, e com preocupações mais próximas do Classe Média Sofre do que de qualquer hecatombe específica. Bem, no caso de Shion não é assim: durante certa noite tempestuosa, na qual ele se mostra bem consciente do seu engessamento no status quo, ele recebe a visita de um fugitivo ferido no braço que – oh – tem a mesma idade que ele. E aí começa a história.

O Gyabbo aponta que a atmosfera extremamente funcional da cidadela remonta ao Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, mas identifiquei muito mais traços orwellianos no condicionamento da população – a onipresente vigilância na vida pessoal das pessoas, a pressão psicológica exercida pela autoridade, sem nome e sem rosto, refere-se diretamente ao Grande Irmão de 1984.

O susto da invasão logo se torna uma miríade de cuidados e troca de ideias entre as crianças, e a amizade logo nasce – ah, a infância. A cidade, contudo, está atrás de Nezumi, o fugitivo, e ele vai embora de madrugada. A negligência de Shion para com a cidade – neste caso, ter denunciado o foragido à polícia – acarreta na perda de todos os seus privilégios, e 4 anos depois o sonho de ecologista deu lugar à dura realidade de zelador de parque. A vida seguiria tranquila assim, mas os incidentes que decorreram a partir do surgimento de uma estranha vespa que se alimenta de seres humanos coloca Shion em contato, mais uma vez, com Nezumi. E aí de fato começa a história.

Desenvolvimento Consistente

Os primeiros episódios dão duas impressões díspares, mas não de todo incorretas: 1) estamos diante de um shonen bem chatinho ou 2) esses dois vão se pegar logo, que m***a de yaoi.

Se Kenji Nagasaki & equipe espelhassem a história nos animes diurnos, de fato tudo descambaria para apenas ação descerebrada e explosões – elas existem, claro, mas são comedidas e bem colocadas. O ambiente em si não permite que uma história parada se desenvolva, apesar dos atos iniciais, mas a história, em si, não é o cenário (embora a cidade por si só seja de fato um personagem), e sim os personagens. A ação toda é mero pano de fundo para que Shion resolva seus conflitos e conheça as motivações altamente individualistas de Nezumi com maior profundidade, enquanto um tenta salvar a vida do outro. A Nezumi cabe tentar entender como diabos Shion sobreviverá na favela inóspita onde eles vivem, bem além dos muros que protegem o welfare state farsesco de No. 6.

Boa parte do anime aborda com bastante intimidade no conflito de personalidades e modus vivendi dos dois. Shion, amistoso e solidário, se não é acostumado a ser rico, o é pelo menos a viver com dignidade, verá com olhos ingênuos o pior dos mundos: a fome e a necessidade quase animal de sobrevivência. Nezumi, por outro lado, desconfiado de tudo e todos e muito bem versado na difícil arte de sobreviver inteiro, toma para si a missão de ensinar o Shion a não morrer e, sobretudo, não ser morto por ele.

Desde o primeiro episódio tem-se o indício que a amizade entre os dois irá dar um passo além, mas mesmo isso é tratado com delicadeza e naturalidade. O mundo pode ser uma droga, mas a vida que eles constroem juntos fica à margem de todo o lodo de dentro e fora de No. 6, ainda que muitas das diferenças entre Shion e Nezumi sejam impossíveis de conciliar.

Até mesmo isso, contudo, muda de figura quando a cidade passa a ter sede de sangue.


Considerações

Segundo o ANN, este é o primeiro Anime no qual Kenji Nagasaki é diretor – só fui notar que a produção era do estúdio BONES no final do último episódio. No entanto, dentre os inúmeros animes da BONES que assisti, este é um dos poucos trabalhos cuja fotografia e cores utilizadas são mais escuras e “reais”, carregados nos tons sépia e nas cenas de pôr do sol – em geral, eles adotam uma estética mais próxima do cartum, com cores vivas e brilhantes, além do CGI não ser tão evidente quanto nos animes da Gonzo. Como de praxe, a BONES fez um excelente trabalho tanto na animação quanto na trilha sonora.

De modo geral, No. 6 honrou a tradição noitaminA e apresentou algo inesperado: quem achou que era outro shonen foi (bem) surpreendido e quem achou que era shonen-ai… também. Talvez tenha rolado certa entusiasmo nos corredores do estúdio: é o primeiro anime BONES a ser colocado no prestigioso bloco da Fuji TV.

Notas do Sátrapa

  • Coadjuvante de Luxo: Karan, a mãe de Shion, por falta de quem escolher (os personagens principais estavam tão bem que o elenco secundário SUMIU).
  • Badass que Morreu Antes de Todo Mundo: não teve! Isso é um milagre. CHORA MAES HUGHES!
  • Vilão Foderoso: nenhum digno de nota. (!!)
  • Casal 20: Shion e Nezumi, os Tumblrs e DeviantArts que o digam.
  • Pirataria: fomos poupados de ver “Somy” e “Fanasonic”. Há menções frequentes a Shakespeare, mas como não é marca… OK.
  • Menina-tsundere-que-ama-o-protagonista: Safu – mas ela não é bem tsundere, e InuKashi – mas ela não é bem menina. Ou é? Vai saber.

Drops: Lá Fora a Chuva Cai

Publicado em Creepy World, Drops, Hercólubus, Review, Tribuna do Sátrapa por Samuel em 27/09/2011

A chuva de ontem pôs fim à seca mais cruenta desde que Cabral desceu da caravela. Aqui no Cerrado a sociedade civil já começava a organizar a Marcha dos Sedentos na Esplanada. Capaz até de Guy Fawkes dar as caras mais uma vez.

26 de setembro também foi o dia nacional dos surdos, portanto deem-me parabéns (por quê? Não sei, não faz pergunta difícil), mandem presentes ao politburo, porque este Sátrapa é também um dos eleitos com defeito nos auscultadores de intriga – o que não o torna mais relapso nem mais ingênuo, apesar do que a patuleia vê nestes olhinhos pretensamente inocentes.

2011 – o ano dos GIFs.

Mata Hari continua a ser a melhor guardiã que alguém poderia querer. Do tipo ninja: você não a vê, mas sente a presença da gata na escuridão das sombras.

Mas tem horas em que ela é a mais grudenta e carente das gatas. Um amor.

Este Sátrapa foi criado no ambiente mais eclético possível em qualquer esfera pensante, do musical ao religioso – do tipo Zé Pilintra tomando um mé com dona Nossa Senhora Aparecida e trocando ideia com Jesus Cristo todo poderoso da Assembleia de Deus, e o resultado é este que vos fala: um cidadão repleto de fé imorredoura no hitsuzen dos exus cristãos de senhor meudeus e otimismo inabalável na capacidade de superação humana. Ainda assim, é difícil de entender o oportunismo insaciável dessa gente tão pequena. Que há essa tragédia do menino e a professora, vá lá, dói; que há gente mais sensitiva aos mistérios do universo de um modo que nem a física quântica explica, très bien; mas – porra, sociedade – usar e abusar dessa dor alheia para satisfazer suas necessidades messiânicas de atenção, conversão e evangelização, de alegar “sensações”, “mensagens”, “armagedão” só depois do negócio todo ter passado no datena e no jornal nacional – olha, é a massificação do sputare sentenze, a orkutização dos cosplay de Dalai Lama; cordei kd humanidade? Deve ter ficado obsoleta junto com o último iPhone e ninguém percebeu. E tome livro de auto-ajuda pra lavar a alma do povo.

A vida deste Sátrapa está tão silenciosa aqui no WordPress porque o Tumblr se revelou uma ferramenta incrivelmente capaz de alcançar o coração das massas, a mente dos jovens, a atenção da mídia e os recursos para pôr em marcha a Revolução. Arrã, Samu, tu não sabe é de nada. Sei é que o meu Tumblr está uma graça, recomendo.

A chegada do outono no hemisfério norte traz a nós, gente diferenciada dos trópicos, temporadas novas das nossas séries adoráveis. Meus pitacos seguem adiante, com prováveis spoilers que não tenho saco para editar.

Misfits – a terceira temporada começa só em novembro, mas a saída do charmoso e endiabrado Robbie Sheehan do elenco no afã de tentar (merecidos) voos mais altos no cinema motivou a gravação do epílogo que saiu para o público na forma de webepisódio, a hilária ascensão e queda de Nathan nos cassinos de Las Vegas. Serviu como excelente aperitivo do que está por vir, e uma saída de luxo para o personagem que deixará saudades. Aliás, devo um review mais detalhado da pérola que é Misfits.

NdS: SAVE ME, BARRY!

Fringe – parece que o pessoal da Bad Robot decidiu reanimar a série com uma espécie de reboot, apesar do que tudo que aconteceu nas temporadas anteriores continuar valendo. No fim, a gambiarra espaço-temporal de Peter Bishop – que está devidamente sumido em algum canto do multiverso – ficou bem parecida com as soluções adotadas pela Marvel e DC nas reviravoltas das suas comics. Não que a coisa toda tenha ficado malfeita, justo o contrário: a ausência de Peter Bishop ficou até agora bem amarradinha e Walter está bem mais aéreo sem a existência do filho, ainda que adorável como sempre. Fringe continua excelente, continua jogando a cara da concorrência na poeira, e continua com os lindos zepelins singrando os céus do lado de lá.

NdS: eles perderam o patrocínio da Ford? Olivia Dunham dirigindo GMCs horríveis em vez daqueles caixotinhos adoráveis… nhé.

Person of Interest – Outra traquinagem da Bad Robot, a produtora de J.J. Abrams também responsável por Fringe, tem início promissor. Conta com o excelente Michael Emerson, que por pouco, muito pouco, não reprisa os trejeitos de Ben Linus na pele do banqueiro, gênio da tecnologia e notório calculista “Sr. Finch” . A associação com Benjamin Linus de Lost é automática, em parte devido à icônica interpretação de Emerson, mas também devido à infelicidade do figurinista: os óculos redondos trazem de volta o ambíguo Outro, e quase detona o esforço de Emerson em dar identidade ao Sr. Finch, especialmente no tom falsete a voz e no caminhar manco do homem. Pelas fotos no site da CBS, o faux pas foi bem sentido e já trataram de caracterizar o Mr. Finch com lentes mais pesadas. Nada que um bom óculos nerd de acrílico não resolva.

(Eu o-d-e-i-o óculos com aro de acrílico, seja qual for o formato, com todas as minhas forças. A maior parte desses óculos são grossos demais a ponto de esconder o rosto das pessoas, isolá-las do resto do mundo. Não gosto. Na fuça dos outros pouco me importa, mas as únicas lentes aprovadas aqui no politburo são aquelas guarnecidas com pheena e elegante armação do bom e velho e vil metal.)

Glee – a temporada começou, mas ainda não assisti. Fica para o próximo post.

Feliz Dia da Independência

Publicado em Creepy World, O Show da Vida, Tribuna do Sátrapa por Samuel em 20/09/2011
Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade

Que entre nós, reviva Atenas

para assombro dos tiranos

Sejamos gregos na glória

e na virtude, romanos

Mostremos valor e constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra

 

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

 

Mostremos valor e constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra

Bom Dia

Publicado em Drops por Samuel em 08/09/2011

Com o celular em casa, o politburo fica sem conexão com Tumblr, Twitter, Facebook.

Então vai por aqui:

O céu brasiliense hoje começa enfeitado com balões, isso deve contar pontos em algum lugar. :)

Drops: El tiempo que me lleva hacia allá

Publicado em Drops por Samuel em 01/09/2011

> Acordei pensando em O Tango e o Assassino, esplêndido filme para quem gosta de tango e Robert Duvall, não necessariamente nesta ordem. É um filme ótimo, “poesia pura”, como disse o meu pai, em que o tango é visto e cantado com sensibilidade inesperada para a óptica americana. Vejam só, há vida inteligente de Miami para cima.

> A Buenos Aires apresentada é visceral, magnífica, decadente – argentina, toda, toda – e Duvall ainda brinca com o jeito meio italiano dos nativos. E pra detonar de vez os corações nostálgicos, há aviões da Varig. Aeromoças da Varig. Varig. Varig. :)

> Deve ser a vontade sempre renitente de quedar-se a contemplar os rococós dos prédios antigos que existem em profusão nas minhas duas (de três) cidades queridas do coração. Em outubro vou matar esta vontade, justo na mais claustrofóbica, lasciva, alegre e acolhedora de todas. Ah, Rio de Janeiro querido, casa de Madame e Xurume, saudades mis.

> O Milestone velho de guerra está morrendo aos poucos. Começou pela bateria, e a carcaça passou a exibir algumas cicatrizes de quedas já antigas – ou só passie a notar agora, heh. O Gorilla Glass não sofreu um arranhãozinho que seja, é o vidro mais resistente da galáxia – a partir de agora quero gorilla glass até no boxe do banheiro. :-D

> De 7 bilhões de almas rondando neste planeta, não é um punhado de gente covarde ou interesseira que me faz perder o sono. Não. O que me faz perder o sono é não ser o humano tão bom como as crianças acham que eu seja, é ver como fazer para ser melhor no dia seguinte. Esperança e persistência, servimos você desde 1986.

> Os GIFs voltaram com tudo, não é? Deus abençoe o Tumblr. Agora, fazer essas coisas nos apps de PC é muito chato; fortuna eterna terá a fabricante que inventar a máquina fotográfica que tire fotos em GIF, que beleza que vai ser.

> O título deste post é diretamente copiado do blog El tiempo que me lleva hacia allá. Veja, veja. É fantástico.

> E vamos que vamos.

(UPDATE (09/09/2011) – Por algum motivo insólito, o WordPress comeu a publciação deste post. Vai agora, portanto.)

Drops: Balé para Elefantes

Publicado em Drops, O Show da Vida, Tribuna do Sátrapa por Samuel em 22/08/2011

> Eu tenho desde sempre imenso cuidado com o que digo, então é basicamente fácil demais saber quando cerumano sai por aí atribuindo a mim coisas que não disse – ou distorcendo o contexto, o que dá na mesma. Amnésia seletiva ou pobreza de espírito? Impossível saber.

> Uma das medidas de saber o tamanho da presunção das pessoas é identificar a quantidade de chavões por minuto que a criatura vomita: e tome “fico feliz”, “estar no seu momento”, “querer é poder”, “em nível de”, “vamos respeitar”, “quer que eu desenhe”  e por aí vai. Nenhum deles tem significado especial, ou se tiver, é irrelevante – vá lá, também tenho os meus: “sempre atenciosamente” é eufemismo para “vá tomar no cu”, e “como quiser” pode ser transcrito para “não vou perder meu tempo discutindo contigo”, mas a beleza da coisa é usar da forma mais esporádica possível, porque é o tipo da tergiversação cerimoniosa e anacrônica que, se eu utilizo, só pode ser para curtir com a cara dos outros. Quem utiliza esses clichês com insistência ou tem dificuldade de vocabulário – fácil de resolver com um Houaiss ao lado – ou coisa pior. Mas quem sou eu.

> Já disse que meu Tumblr está bombando? Tá bom demais, veja .

> A. passa por situação semelhante há tempo muito maior do que poderia se supor aceitável para quem não é zen como ela: o cidadão força a mão nessa algaravia a la Maria del Barrio (e em coisa muito pior) para mostrar o quanto é ruim ele não estar com ela etc. Na verdade, a cada SMS de mau gosto enviado, a cada observação inoportuna, o infeliz só prova o quão certo é deixa-lo na berlinda, ignorado, falando com as paredes. O cara se esforça em ser a última bolacha do pacote;  nos grupos de canastra diz que faz e acontece, e todos os dogmas do universo se curvam a favor de sua infinita benevolência. Porém, não adianta: quanto mais o traíra abre a boca, mais ele cava a própria cova. Adianta dizer que, né, o coitado se dá importância demais onde ele não tem nenhuma? Adianta?

> E agora que A. encontrou coisa muito melhor no grande e infinito fluxo de almas que é o planeta Terra, o rejeitado está caprichando na artilharia. É aquela coisa: vestido e armado com as armas de São Jorge, desejo para ti tudo que me desejares etc.

> Um detalhe que não pode passar em branco: o cara é evangélico. Isso por si só não quer dizer nada, mas não, o karma é fenomenal: o pastor da igreja dele é… vidente.

Vidente.

E fala com Deus.

 

> Será o tipo de pessoa heliocêntrica?, construtor de um mundo maravilhoso para si e para os amg, onde todos vivem felizes e em harmonia e em paz.

Até aí nada demais: as pessoas se delimitam a largura e comprimento de sua realidade, e dali não passam. Se conseguem viver bem ali dentro, chamam isso de “felicidade”, e, portanto, tudo o que estiver do lado de fora ameaça essa tal “felicidade”, por mais fingida e mambembe que esse mundo possa ser.

(Chamem esses limites de religião, de família, de emprego, de obstáculos. As pessoas erguem obstáculos não para serem transpostos, como faria supor o senso comum, mas para que elas não vejam a amarga beleza do lado de fora.)

O brabo dos heliocêntricos é achar que tudo que foi para fora, tudo que transita entre seu mundinho e o verdadeiro universo que está bem ali na frente deles é inadequado, e aquelas pessoas, ofelinhas tremalhatas que não conhecem o próprio rumo.

> Ou não. Vai ver, o cidadão é apenas doente.

> Porra, Samu, você é novo, inexperiente, jovem, bonito, arrogante, humano, desumano, idiota demais, não tem moral para falar essas coisas.

Então sente-se aqui, veja o que Morgan Freeman tem a dizer:

Não quer ouvir, não quer ver, a porta da rua é serventia da casa. E, convenhamos, já vai tarde.

> Com exceção dos meus pais, sou o único humano ciente das falhas que tenho, e, portanto, aquele que melhor sabe como e com quem devo melhorá-las.

E quando não sei – sério, isso acontece – procuro a quem de direto. Mas se a ajuda não for solicitada, não for necessária e, sobretudo, não for desejada, só pode ser descrita como intromissão – e intrometidos, meus caros, caem no mesmo limbo dos vendilhões, gente igualmente interessada apenas no que você tem a oferecer. E aí não adianta ficar de mimimi nas soirées, porque, como disse lá em cima sobre o pulha que incomoda A., quanto mais a boca se abre, mais a cova é aberta.

> Se sou tão mau e imperfeito assim, minhas críticas deviam ser ignoradas solenemente. Sério, perder o sono por causa disto? Ora, por favor. Leiam a Miriam Leitão e a Eliana Cantanhêde que vocês ganham mais.

> Bem, não ensino elefantes a dançarem balé. Tenho a minha própria vida para cuidar e, ora, não aceito transferir esta responsabilidade para ninguém. La nave va, mas a clientela é sempre muito bem selecionada. Quem não tem passagem não embarca.

Comentários desativados

Drops: Um Estudo em Azul

Publicado em Drops, O Show da Vida por Samuel em 04/08/2011

> Foram duas semanas de adoráveis passeios e excessos etílicos e gastronômicos que só a región pode oferecer. Os hospedeiros foram amáveis e atenciosos e conduziram este Sátrapa a virar a cidade do avesso – e viramos. Só não nos aventuramos nos locais mais hardcore porque esse negócio de Montanha da Perdição e Olho de Sauron é coisa para hobbits, não para seres humanos dignos (HEH) e decentes (q).

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> Tão bom estar em latitudes que considerem ironia como sinal de inteligência, não obstante as heranças gringas necessitem calcar a maiora das sentenças com distinta beligerância. Felizmente, ao contrário do que meu rostinho ingênuo (quá) aparenta, a língua pode descer bem abaixo do nível de cegonheiros barrigudos consumidores de cerveja barata – o fato de eu muito, muito raramente usar esta metralhadora léxica é mera questão de escolha.

> Mas eis que em certas ocasiões tem cerumano que pede. Pede – e pede de joelhos, empapuçado de canha que estava – e leva, com sutileza no começo, e logo depois com a paulada tão forte que o cara não consegue nem anotar a placa – acompanhada do mais angelical e perigoso dos sorrisos que este Sátrapa tem a oferecer. A platéia vai ao delírio, pede desculpas pelo inconveniente do ébrio, e a vida segue adiante. Sejamos grandes.

> Mesmo no coração de Mordor encontramos gente que vale ouro; neste caso, ouro puro no meio de um monte de pirita vagabunda, e isso é belo, é fantástico, e a gente vê as faisquinhas laranja pululando quando duas dessas pepitas de ouro se encontram e não podemos falar porra nenhuma porque, né, uma delas está tão acostumada com a ourina em volta e ainda que acaba não percebendo o tanto e o todo que é. E a gente tem vontade de tacar a cabeça na parede pra ver se TCHANS, uma engrenagem se ajeita, mas não dá – tenho minha própria guerra, é pouco tempo pra qualquer coisa, as unhas cravam impotentes na palma das mãos e só resta beber, beber e beber, e ver se essas duas alminhas se ajeitam neste mundo filhodaputa.

> Porque algo que Tio Beleza me disse no jeito absolutamente elegante e desbocado dele, e no que tem toda a razão, é o jeito que a humanidade se trata no mundo – é uma merda, é mesmo, não tem como discordar quando a gente vê tanta gente fora da caixa e tentando cortar as pernas pra se encaixar, perdendo o sono e metade da vida, no pior dos casos, sem saber por que et caterva. Eu concordo com Tio, é uma merda mesmo, certo ele em fazer as viagens astrais toda noite pra longe desta espelunca abaulada.

> Vodca RAISKA mais vinho JOTA PÊ passado = dor de cabeça épica no dia seguinte.

> O frio enregelante do inverno serrano quase nem deu as caras, no fim das contas. Apesar de decepcionante, a temperatura relativamente amena deixou que fôssemos a muitos lugares sem morrer de frio – e o meu excesso de agasalhos, ma che, foi corneteado até o fiofó fazer bico. Contudo nem todas as ceroulas do mundo foram suficientes para conter a porcaria da sinuste, que voltou com tudo.

> Aeroporto de Cãogonhas. Voo atrasado. Quisera eu ter ficado na sala vip, mas as companhias aéreas acharam por bem colocar as minorias – deficientes (eu), idosos e crianças (muitas, muitas, essa gurizada tá com o rabo no ar desde bem cedo!) – num corralito atrás das escadas rolantes, observando o vai e vem das pessoas com cara de segunda-feira. Bebi um cafézinho decente na Kopenhagen, comprei presentes para as irmãs, esperei as longas horas até finalmente chamarem o meu vôo, sei lá eu quantas mudanças de portão depois.

> Ganhei ametistas e quartzos fumês, conversei e conheci muita gente boa e espero ter sido um hóspede à altura do excelente tratamento que recebi.

> Agora, meus caros, estamos de volta à labuta aqui na Corte. Vamos que vamos.

Drops do Inverno em Mordor #1

Publicado em Drops, Hercólubus por Samuel em 20/07/2011

> Chove bastante por aqui, apesar de o frio não ser tão violento como na semana retrasada. A umidade é muito bem vida para narinas secas como as minhas, acostumadas ao clima desértico da Corte, mas o resto do corpo não recebe tão bem o excesso de água: a Frente Fria e a chuva renitente gela os ossos e irrita as alergias.

> Fuma-se muito em Mordor, a ponto deste pacífico não-fumante ter seus momentos de pária andando por aí. Outro dia, este escriba foi brindado com um incrédulo “por que tu não fuma?!”, o qual foi devidamente respondido por um ainda mais incrédulo “ué, porque a fumaça me desagrada”. Que ninguém espere os orcs bafejando nicotina na fuça alheia dentro dos bares e restaurantes de Mordor, mas ande na rua e veja cerumano expelir mais fumaça que os caminhões da prefeitura.

> O fato é que este Sátrapa vive numa cidade por demais antisséptica, com gente mais asséptica ainda (e apática, mas isso são outros 500). Aqui, neste enclave ítalo-germano-polaco, as coisas andam noutro ritmo – e os pulmões tem mais fuligem que as chaminés Alegre.

> Na casa do Tio Moranda bebe-se excelente café, azar o teu de não ter tio sussa feito o meu.

> Pequeno curso de cromocristaloterapia lemuriana, com ênfase nos pontos de chacra umerais utilizando óleo de coco com essência de quartzo verde. Bruxaria pura, que beleza.

> Hoje tem jogo do Grêmio. A cidade vai parar.

> E isso que o fim de semana nem chegou ainda. Emoções mis nestas férias, quem viver verá.

Resumaço de Game of Thrones

Publicado em Drops, Review, Tribuna do Sátrapa por Samuel em 14/07/2011

Imagem chupinhada lá do espetacular blog da Fal Azevedo (sou fã, entra na fila).

Uma (super) Kombi Às Quintas

Publicado em Kombi por Samuel em 14/07/2011

Isso pede FÉRIAS.

Este Sátrapa está (quase) de malas prontas para Winterfell, se D’us quiser.

Pra quem não gosta de frio, fica com essa aqui: